JULHO 2026 A DEZEMBRO 2026
António Teixeira Duarte discursando em Bucelas após a entrega do prémio Wellington Honour, em 2022

António Teixeira Duarte


Engenheiro de formação e destino, António Carlos Teixeira Duarte iniciou o seu percurso em 1985, na área de Projetos. Ao longo da sua carreira, assumiu a coordenação de várias equipas de trabalho ligadas ao desenvolvimento de projetos e à implementação de novos métodos de trabalho, designadamente com recurso a software especializado. A sua experiência levou-o a representar a empresa Teixeira Duarte em diversos grupos de trabalho da Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção (PTPC), sobretudo na transição digital e na modelação digital da construção (BIM).

Mas António Teixeira Duarte é muito mais do que uma referência na engenharia portuguesa. É, acima de tudo, um homem de causas e de território, que encontrou no trail running a forma perfeita de unir a sua paixão pelo desporto ao profundo respeito pela memória histórica de Portugal.

Foi sob o seu impulso e visão que nasceram as provas Running Challenge Linhas de Torres e Linhas de Torres 100, eventos que transformaram as antigas rotas militares de defesa de Lisboa num cenário de superação atlética. Atleta experiente e profundo conhecedor das cumeadas e vales da região, António Teixeira Duarte não se limita a organizar; ele percorre, sente e promove estes trilhos, acreditando que a melhor forma de preservar o património é vivendo-o intensamente.

Ao longo dos anos, contribuiu para consolidar provas que hoje combinam trail, turismo cultural, sustentabilidade e solidariedade, envolvendo municípios, forças armadas, associações e centenas de participantes nacionais e internacionais.

Nesta conversa, deixamos de lado os fatos e os gabinetes para calçar as sapatilhas e subir aos fortes. Vamos descobrir o que move o homem que decidiu transformar a maior obra de engenharia militar da Europa num "estádio" de resistência, onde cada quilómetro conta uma história de liberdade.


Como é que nasceu a ideia de criar o Running Challenge Linhas de Torres? Foi uma necessidade de unir a paixão pelo desporto ao património que o rodeia no dia a dia?
A criação deste evento nasceu de um convite do Engenheiro Leiria Pinto para conceber uma corrida pedestre que aliasse a vertente desportiva a uma componente solidária, uma identidade forte do Clube do Stress. Anos antes, tínhamos organizado a iniciativa "Unir para Sorrir", correndo do Porto a Lisboa em 37 horas para angariar dez carrinhas de transporte de pessoas com deficiência. Aceitei este novo desafio e, ao pesquisar caminhos apelativos para correr em grupo, cruzei-me com as Comemorações do Bicentenário das Linhas de Torres Vedras. Foi o clique perfeito. Esse marco histórico resultou de uma colaboração exemplar entre os seis municípios da região através da Plataforma Intermunicipal das Linhas de Torres (PILT), que hoje dá corpo à Rota Histórica das Linhas de Torres. O evento surgiu assim: da união natural entre o desafio físico, a solidariedade e a imensa riqueza deste património que nos rodeia.

Lembra-se do momento em que, ao percorrer estes trilhos, percebeu que este cenário tinha o potencial para ser uma das provas de referência em Portugal?
Foi logo nos primeiros reconhecimentos, junto às margens do rio Lizandro, que percebi o enorme potencial da Grande Rota das Linhas de Torres. Inicialmente, o evento "Linhas de Torres - 200 Anos - 100 km" foi desenhado para ser uma edição única. Contudo, o sucesso alcançado obrigou-nos a rever os planos e decidimos transformá-lo num evento anual, desportivo, cultural e solidário.

O crescimento foi marcante: em 2014, a Corrida Espírito de Aliança teve uma projeção mediática excecional na imprensa e televisão. Em 2016, ano da transição para o formato competitivo, contámos com a vibrante participação de seis equipas de estafetas da Academia Militar e fomos honrados com a presença de uma delegação dos Royal Engineers. Após um interregno de três anos, celebrámos o renascimento do projeto com um brinde de Espumante Arinto de Bucelas, impulsionado por um protocolo decisivo entre o Ministério da Defesa Nacional, o Estado-Maior-General das Forças Armadas, a Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), a Xistarca, a RHLT e a Associação de Resistência Equestre Portuguesa.

O ano de 2021 tornou-se num marco de ouro, pois introduziu a Maratona de 42 km — que incluiu uma inédita e bem-sucedida participação equestre — e viu a prova ser integrada no prestigiado calendário do Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM) através do “CISM Military Ultra Trail Marathon Challenge”. Este reconhecimento internacional traz, desde então, dezenas de delegações militares estrangeiras à nossa região, consolidando o evento como uma verdadeira referência nacional e internacional.

No ano seguinte a Rota Histórica das Linhas de Torres, reconhecendo o seu forte contributo para o turismo desportivo e para a valorização da região, distinguiu o projeto com o galardão 'Wellington Honour' na categoria de Desporto e Aventura. Tive a honra de receber este prémio e a oportunidade de o entregar em mãos ao Presidente da Comissão de Educação Física e Desporto Militar, Coronel Contramestre, em cuja sala de troféus se encontra atualmente. 

Uns anos mais tarde, abraçou um novo desafio ao criar as Linhas de Torres 100 (LT100). Este Ultra-Trail é uma prova de resistência física e mental. O que é que passa pela cabeça de um corredor ao atravessar os trilhos e fortes que, há 200 anos, exigiram tanto sacrifício ao povo português na defesa da soberania do seu país?
Em 2024, face ao sucesso da vertente militar internacional, a organização do Running Challenge decidiu concentrar os seus esforços na Maratona, a distância mais atrativa para as delegações estrangeiras, excluindo a distância dos 100 km. Acreditando no interesse desportivo de manter um Ultra-Trail desta distância perto de Lisboa, e ciente da enorme força da marca “Linhas de Torres”, a Associação Desportiva Trilhos do Costume decidiu dar continuidade ao projeto no qual já colaborava.

Os feitos fantásticos de construção e defesa das Linhas são transmitidos aos atletas na divulgação do evento — que inclui uma conferência dedicada ao tema — e nos treinos de reconhecimento, pelo que a história está bem presente no subconsciente de todos. Durante a prova, que é duríssima, a mente divide-se: há que gerir o esforço, o clima, a alimentação e a hidratação. Para uns, o foco está na posição face aos rivais; para outros, em captar as melhores fotografias da paisagem. Nos troços mais planos e sem exigência técnica, as conversas com companheiros de ocasião alimentam pensamentos que viajam livremente entre recordações e projetos futuros.

Sente que os atletas que participam nestas provas vêm apenas pela competição, ou nota que há um respeito e uma curiosidade crescente pela história das invasões francesas à medida que percorrem os fortes?
Há uma enorme diversidade entre os participantes, mas, de um modo geral, temos conseguido despertar neles um verdadeiro interesse pelo que se passou aqui há mais de dois séculos. Para esse sucesso, contribui decisivamente o incrível enquadramento histórico que preparamos. Contamos com a presença do grupo de demonstração do Telégrafo da Serra do Socorro e da Associação 13 de Setembro de 1913 — através dos seus grupos Artilheiros do Sobral e Guerrilha de Montagraço. Ao darem vida às partidas das várias distâncias, a pontos de passagem e à meta comum a todas as distâncias, estes recriadores transformam a competição numa autêntica viagem no tempo, onde o respeito pela história se sente em cada quilómetro.                              

Estes eventos têm contribuído para reforçar a Identidade Regional, com as provas a atravessar vários concelhos como Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira. Como é que tem sido a articulação com estas comunidades?
A colaboração das seis câmaras municipais tem sido absolutamente exemplar. Em cada edição, todas respondem prontamente às solicitações e propõem soluções fundamentadas no profundo conhecimento que têm do território. É de enaltecer esta complementaridade de ações, que ultrapassa com naturalidade quaisquer diferenças de direção política. Este espírito colaborativo estende-se de forma magnífica às juntas de freguesia, aos clubes e às associações locais de toda a região que temos atravessado ao longo destes anos, provando que as Linhas de Torres continuam a ser um elemento agregador e de forte identidade regional.

Como vê o papel do desporto como “embaixador” de histórias e lugares que muitos ainda desconhecem?
Penso que esse equilíbrio resulta de uma regra clara: Vejo o desporto como um dos embaixadores mais poderosos e democráticos do património. Muitas pessoas que nunca pegariam num livro de história para estudar as invasões francesas descobrem o território calçando as sapatilhas de corrida. O desporto tem a capacidade única de levar as pessoas a lugares escondidos, no topo de serras ou em vales profundos, onde os fortes e as estruturas militares repousam. Além disso, as provas de longa distância atraem, a par dos participantes, as suas famílias, o que traz à região uma multiplicidade de novos protagonistas. Ao envolvermos o esforço físico e o convívio familiar numa experiência imersiva e cultural, criamos no atleta uma ligação emocional com a terra. Ele deixa de ser apenas um desportista e passa a ser, com os seus, um divulgador da nossa história, levando a mensagem das Linhas de Torres muito além das fronteiras da região.

Se tivesse de escolher um troço ou um forte específico, qual seria aquele que mais o emociona a correr?
Entre tantas e tão boas recordações, escolho a Serra de Serves. Quem inicia a subida a partir da margem do Tejo caminha, naturalmente, de costas para o rio, pelo que não vê a magnífica paisagem que se vai desenhando atrás de si. No entanto, quando atingimos alguma altitude e nos voltamos para desfrutar da vista sobre a lezíria e o estuário, o cenário é de cortar a respiração. Ao chegarmos ao topo, o horizonte desdobra-se revelando grandes vales verdejantes rodeados pelas elevações onde foram estrategicamente implantados os fortes das Linhas. É um momento verdadeiramente emocionante.


António é conhecido pelo seu papel no Grupo Teixeira Duarte. De que forma a disciplina do trail de longa distância e a resiliência necessária para estas provas influenciam a sua forma de liderar ou vice-versa?
Para muitos de nós, correr é a coisa mais importante das que realmente não são importantes. Os treinos fazem parte de um estilo de vida saudável e as provas são o incentivo para os manter. Na verdade, os exigentes esquemas de preparação para o trail de longa distância desenvolvem duas qualidades vitais para o mundo empresarial: a organização e a resistência, para além de fomentarem uma perceção mais clara da realidade e das relações humanas. Por outro lado, a disciplina a que me habituei desde criança, combinada com a sorte de trabalhar com equipas profissionais de excelência na Teixeira Duarte, deu-me a estrutura mental necessária para cumprir as metas desportivas a que me proponho. É um ciclo virtuoso onde a resiliência corporativa e a desportiva se alimentam mutuamente.

Como é a sua rotina de treino nas colinas do sistema defensivo das Linhas de Torres?
Como vivo em Lisboa — cidade cujo porto as Linhas defenderam dos intentos de Napoleão —, os meus treinos habituais são feitos nos arruamentos e parques da capital. No entanto, especialmente entre 2011 e 2021, realizei inúmeros treinos no terreno, onde a componente de reconhecimento dos percursos era mais importante do que o desenvolvimento das capacidades desportivas. Umas vezes com um ou dois amigos, outras em convocatórias mais alargadas via Facebook, conseguimos desbravar toda a região, criando simultaneamente uma rede de interessados nestes caminhos históricos. Atualmente, para o meu nível, basta-me fazer um treino bem longo no terreno de vez em quando para manter a capacidade de participar em provas de resistência. Para esse efeito de manutenção, conto também com a participação em várias provas da zona e em eventos informais promovidos por clubes de corrida da região.

O Running Challenge já é uma marca consolidada. Qual é a próxima meta? Existe a ambição de tornar o Linhas de Torres 100 numa prova de referência absoluta no calendário internacional de ultra-trail?

Numa evolução natural, o Running Challenge é organizado, desde 2024, pelo Ministério da Defesa Nacional e assenta em três pilares: a componente Internacional Militar, o Campeonato Nacional Militar e as provas abertas a civis, sob a designação Trail Linhas de Torres. A qualidade destas competições internacionais e a sua integração no calendário do CISM (Conselho Internacional do Desporto Militar) contribuem fortemente para a projeção de Portugal.

Também no que toca ao Linhas de Torres 100, a conjuntura é favorável. A Associação de Atletismo de Lisboa vai criar o Circuito Distrital de Trail Ultra Endurance, constituído pelo evento Demónios do Lizandro e pela nossa prova. Isto irá atrair os atletas mais competitivos e as suas equipas, dando-nos a dimensão necessária para expandir a divulgação internacional, onde esperamos colher excelentes frutos.

Para alguém que nunca correu nestes trilhos e olha para as desafiantes encostas do Socorro ou do Alqueidão: que mensagem de incentivo deixa para a próxima edição?
Deixo uma mensagem de total confiança. Para além de toda a riqueza histórica e patrimonial que envolve o percurso, há dois aspetos muito práticos que tornam esta experiência única para qualquer atleta. O primeiro é que, apesar de podermos encontrar alguma lama, o piso permite sempre correr, embora nem sempre seja possível fazê-lo, pela necessidade de gerir o esforço. O segundo aspeto é o conforto: todos os nossos postos de abastecimento funcionam em instalações fixas. Isto garante uma enorme privacidade e comodidade nas zonas onde os atletas aproveitam para trocar de equipamento ou ir à casa de banho. É um desafio exigente, mas desenhado com todo o cuidado para apoiar o corredor.

A revista Invade celebra o património das Linhas de Torres, uma gigantesca obra de engenharia militar. Como engenheiro, que leitura faz destas fortificações? Existe algum fascínio pessoal pela forma como o terreno foi moldado para defender o país há dois séculos?
Como engenheiro, considero esta realização monumental algo absolutamente fantástico. A eficácia do sistema deveu-se a um conjunto homogéneo e muito bem estruturado de princípios, que permitiu que os trabalhos fossem executados por mão de obra essencialmente agrícola em muito pouco tempo. As populações de toda a região a norte, bem como os habitantes a sul das Linhas, até à península de Setúbal, colaboraram num sistema rotativo exemplar para erguer este complexo defensivo de fortes, escarpamentos e vias de comunicação. A escolha de cada solução técnica esteve fortemente dependente da orografia e da geologia locais. O resultado foram construções que, embora concebidas para uma campanha militar temporária, foram tão bem executadas que duraram até aos nossos dias.

No território das Linhas de Torres, o turismo de natureza e histórico está a crescer. Acredita que a engenharia moderna pode ser uma aliada da preservação, criando infraestruturas que tornem o património mais acessível sem o descaracterizar?
Sim. A engenharia moderna é hoje uma aliada indispensável para conciliar a acessibilidade com a salvaguarda do património. Vários ramos da engenharia colaboram ativamente com comunidades locais, historiadores e arqueólogos. Atualmente, dispomos de tecnologias que vão desde a digitalização 3D — essencial para monitorizar as estruturas e criar experiências de realidade virtual — até sistemas autónomos de iluminação. Além disso, as novas acessibilidades e estruturas podem ser construídas com materiais ecocompatíveis e ecoreversíveis, permitindo valorizar e aproximar o público do território sem nunca o descaracterizar.

A Teixeira Duarte é conhecida por uma cultura empresarial com responsabilidade social. Como é que o grupo interage com as comunidades locais onde se insere? Existe uma preocupação em deixar um "legado imaterial" (apoio cultural, social) nas regiões onde operam?
O Grupo Teixeira Duarte encara a responsabilidade social como um investimento estratégico assente no equilíbrio entre as pessoas, o ambiente e os negócios, de modo a deixar um legado focado na criação de emprego, formação e desenvolvimento local.

Em Angola, inspirada no provérbio chinês "ensina um homem a pescar e alimentá-lo-ás para toda a vida", a Teixeira Duarte criou há 10 anos a iniciativa "Fazer Pescar". Trata-se de um programa de formação gratuita seguido de emprego que já integrou mais de 850 jovens no mercado de trabalho. Este número representa atualmente cerca de 10% do total de colaboradores do Grupo no país.

Também em Angola, o "Clube de Produtores Maxi", criado há 14 anos, apoia cerca de 40 produtores agropecuários através de formação especializada, acompanhamento técnico, recolha e transporte de produtos. Esta iniciativa consolidou uma cadeia de produção local robusta e de qualidade, que já representa 65% do volume de vendas da categoria de Frutas & Legumes nas nossas lojas Maxi.

No Brasil, contamos com o programa "Mãos que Constroem um Mundo Melhor", que mobiliza 140 voluntários da empresa. Através de iniciativas orientadas para a inclusão, a capacitação e a melhoria das condições de vida, este projeto já beneficiou cerca de 12.000 pessoas — entre crianças, jovens e adultos — que residem nas áreas de influência das nossas empreitadas.

Além destes três programas de impacto, o Grupo desenvolve iniciativas transversais como o "Todos Doamos", que apoia instituições através do envolvimento direto dos trabalhadores num modelo de "1=3" — ou seja, por cada euro angariado pelos colaboradores, o Grupo acrescenta mais dois euros. Outro destaque é o programa "Dar Vida", que facilita a doação voluntária e regular de sangue por parte dos nossos profissionais, contribuindo ativamente para reduzir a carência de reservas de sangue em mercados desafiantes como Angola e Moçambique.

O lema da revista Invade é "Mude o seu destino onde mudámos o de Napoleão". Qual é, para si, o maior "trunfo" desta região para quem procura qualidade de vida fora de grandes centros urbanos, como o caso de Lisboa?
Esta região tem, de facto, argumentos únicos. O maior trunfo para quem procura qualidade de vida fora de Lisboa assenta num triângulo difícil de bater: a diversidade orográfica, a riqueza patrimonial e a excelente qualidade de vida dos seus centros urbanos. Falamos de um território singular que concilia o mar e a terra, o sol e as sombras, as vinhas e os canaviais. É um espaço onde as autoestradas convivem com os trilhos pedestres, e onde o património classificado se cruza com recantos profundamente acolhedores. Mudar o destino para esta região é escolher o melhor de dois mundos.

Para terminar, se tivesse de convidar alguém a "invadir" positivamente esta região das Linhas de Torres, que lugar ou experiência não poderia faltar no roteiro?
Dependendo do perfil de quem nos visita, o roteiro que indicaria teria de ser ajustado, mas incluiria sempre experiências em vários concelhos. Começaria com uma paragem em Mafra para contemplar o imponente conjunto inscrito na UNESCO, composto pelo Palácio Nacional, a Basílica, o Convento, o Jardim do Cerco e a Tapada. Seguia-se um almoço de grelhados no "O Fuso", em Arruda dos Vinhos. Mais a poente, sugiro uma ida ao Centro do Vinho e da Vinha de Bucelas, onde se encontra também o Centro de Interpretação das Linhas de Torres de Loures. Recomendo ainda um passeio no barco varino "Liberdade" para observar a riquíssima fauna do estuário e, inevitavelmente, a andar ou a correr, uma passagem obrigatória pelos emblemáticos fortes do Alqueidão, de São Vicente e do Zambujal. 

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